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“Encontro dos rios” une arte, biologia e luta comunitária em roda de conversa

Na sexta-feira, 12, o #Estudeofunk, na Fundição Progresso sediou a roda de conversa “Encontro dos Rios – Arquipélago de Educação e Cooperação Socioambiental”. Helen Sapareck, curinga do Teatro do Oprimido, fez o ato de abertura, enquanto Luiz Ferraro, consultor do Ministério do Meio Ambiente, mediou o encontro, com ênfase nos seguintes eixos temáticos: Educação Ambiental, Agroecologia e Justiça Climática.

A roda faz parte do Centro Arquipélago de Educação e Cooperação Socioambiental (CECSA), do Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima, que organiza movimentos de todo o estado para coordenar as questões climáticas na política. O coletivo tem como objetivos a justiça e a segurança alimentar, ambiental e climática. Sendo assim, a conversa foi fundamental para discutir o trabalho construído ao longo dos últimos anos. 

Arte e biologia

Helen Sapareck utiliza o teatro para questionar as relações entre o ser humano e natureza. Desse modo, ela propôs uma dinâmica na qual os participantes escutavam palavras-chave temáticas e, como consequência, reagiam com a linguagem corporal deles. A atividade converge para a pesquisa dela centrada na “educação ativista biocêntrica”.

Em entrevista à redação, ela explicou que “a biologia devia estar também no centro da história, colocada no centro da vida”. Nesse sentido, Helen acredita que a união entre a arte e a biologia é essencial para a saída da lógica antropocêntrica. Tal pensamento, além de colocar a natureza no centro das discussões, também resulta em impactos mais positivos para as ações humanas no meio ambiente. 

Metas para um futuro próximo

No início do debate, Luiz Ferraro destacou as cinco estratégias que orientam o CECSA. Dividas entre a coalizão dos projetos, a comunicação, o mapeamento e intercâmbios com outros projetos, a educação e a incidência política; elas atuam a fim de emancipar os indivíduos conforme agentes transformadores dos locais onde habitam. 

Segundo Ferraro, torna-se imprescindível articular o passado e os territórios do Rio de Janeiro para fomentar as políticas ambientais no Estado: “Eu acho que é preciso encontrar caminhos para haver imaginações de outras cidades, de outros jeitos de ser e estar no mundo. É encontrar formas de vida e de produção no passado para compor a imagem do futuro”. 

Logo após, os participantes se dividiram em cinco grupos, consoante as estratégias. Direcionados pelo mediador, os grupos precisavam discutir as últimas ações do coletivo. Além disso, também foram pedidas propostas urgentes para maximizar os objetivos de justiça e segurança alimentar, ambiental e climática. 

A roda de conversa terminou com as trocas de soluções viáveis a serem efetivadas até o final do ano. Apesar de uma data limite próxima, o que dificulta a aplicação das ideias, Ferraro finalizou o debate com otimismo pautado na luta comunitária: “É não ficar sozinho. Ninguém resiste quando fica sozinho. É encontrar caminhos para os impactos na parceria, o que nós estamos fazendo aqui". 

 

Redação Plante Rio: 

Texto e fotos de Maria Carolina e Gabriel de Souza 

Sob supervisão de Clara Lugão e Iago Souza