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Oficina Corpo Coletivo com Izabel de Barros Stewart
Na manhã do sábado, 13, a sala Atmosfera, na Fundição Progresso, foi tomada por uma atmosfera especial. A música ambiente não era apenas fundo sonoro, mas um convite à troca, ao encontro e ao despertar da escuta coletiva.
A Oficina Corpo Coletivo, conduzida pela artista e pesquisadora Izabel de Barros Stewart, trouxe delicadeza e intensidade em igual medida. Era como “sentir parado o que continua em movimento”, perceber o corpo em sua sutileza e, ao mesmo tempo, em sua potência de presença. Entre mãos conectadas surgiam gestos, direções e novas possibilidades. Uma pessoa conduzia, outra se deixava levar, e nessa dinâmica simples, mas profunda, revelava-se a respiração do coletivo.
A vivência se transformou em exercício de escuta, composição e movimento compartilhado. Mais do que uma oficina, foi um lembrete de que nossos corpos são canais de conexão, capazes de criar experiências únicas quando se encontram.
Perguntada sobre o que a oficina pode despertar nas pessoas, Izabel afirmou que a proposta é acordar o corpo: "Sair dessa condição cotidiana que é um corpo atomizado, de uma perspectiva individual e despertar essa sensibilidade. Então é uma ativação desse corpo, dessa sensibilidade que nos rodeia. Essas práticas estão muito ligadas a um espírito brincante, é trazer de volta pro corpo essa vibração da brincadeira, essa alegria, esse estado acordado para experimentar e descobrir o que a gente pode fazer para compor nossa relação com os outros”, disse ela.
REDAÇÃO PLANTE RIO:
Matéria de Maria Carolina
Fotos de Julia Porto
Sob supervisão de Clara Lugão e Iago Souza