BLOG

Escola Popular de Agroecologia do CEM mistura caça ao tesouro e compostagem no segundo dia de Plante Rio

O segundo dia de Plante Rio contou com a oficina "Infâncias em busca dos tesouros da Agricultura Urbana", realizada pela Escola Popular de Agroecologia do Centro de Integração da Serra da Misericórdia (CEM). Mais de 20 crianças de diferentes áreas da Zona Norte participaram da oficina, que aconteceu na manhã do dia 19 de setembro, no Jardim de Chuva da Fundição Progresso. Na oficina, foi explicado o processo de compostagem e as crianças fizeram uma tarefa divertida, chamada de “Busca ao tesouro na composteira”. A atividade consistia em coletar diferentes resíduos de alimento — entre eles, cascas de bananas comidas pelos participantes antes da oficina e cascas de laranja vindas da cozinha do Plante Rio. 

O Centro de Integração da Serra da Misericórdia (CEM) é uma organização sem fins lucrativos que trabalha no Complexo da Penha desde 2011. Ele atua por meio da Agroecologia e da Agricultura Urbana. Além disso, ele promove a soberania alimentar nutricional, isso é, defende o direito dos povos de definir suas próprias políticas de produção, distribuição e consumo de alimentos, respeitando a cultura local e o meio ambiente. Defendendo uma justiça social e ambiental e lutando pelo tratamento do alimento como um direito humano fundamental, e não como uma mercadoria. 

Durante a experiência, crianças da Escola Popular de Agroecologia explicaram como funciona o processo de compostagem para aqueles que estavam presentes na roda, nos fazendo olhar para algo que passa despercebido muitas vezes depois das refeições: os resíduos dos alimentos. Além disso, as crianças relataram que também existe um processo de compostagem no CEM. 

A monitora do projeto, Rose Trovão, detalhou que a compostagem no Centro de Integração acontece há um ano e meio e utiliza os resíduos da cozinha da própria Escola Popular de Agroecologia. A produção chega a uma média de 100 litros de biofertilizante por semana. Recentemente, o espaço recebeu novas ferramentas, o que abre caminho para ampliar a produção de adubo. O plano é expandir o projeto para a coleta de resíduos das casas da região, levando a compostagem para além dos muros da escola e envolvendo a comunidade no ciclo.

Os pequenos também falaram, com muito carinho, das diversas plantações e animais do local. Ao mesmo tempo que procuravam um “tesouro”, eles aprendiam sobre como a matéria orgânica pode passar por um processo de transformação e retornar ao solo. Mais do que ensinar sobre compostagem, o processo aproximou as crianças, de uma maneira simples e acessível, ao cuidado com a terra. 

REDAÇÃO PLANTE RIO:

Matéria de Letícia Santana 

Fotos de Letícia Santana 

Supervisão de Clara Lugão e Maria Clara Paiva