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Mutirão Agroflorestal celebra 30 anos de história no Plante Rio 2026
Um grupo de estudantes recém formados e encantados com a agroecologia conheceram um outro tipo de produção: plantar alimento junto com floresta. Fizeram, então, um primeiro mutirão em 1996 e não pararam desde então. O Mutirão Agroflorestal, hoje com núcleos em cinco estados brasileiros, completa 30 anos de história de atuação em diferentes países, territórios e referência na área.
A celebração no Plante Rio contou com exposição de fotos que relembra alguns momentos marcantes da trajetória do grupo, materiais sobre agrofloresta e maquete que simula um sistema e a sucessão. Ao longo da programação também houve exibição do documentário de 20 anos da ONG e teaser do novo documentário, agora sobre as três décadas de trabalho. A celebração também contou com momento de falas, música e encenação. O grupo ressalta que a agrofloresta é um aprendizado constante que se conhece na prática e que, assim como a natureza, só funciona em mutirão, com muitas mãos e cooperação.
O grupo ainda reforçou que a agrofloresta não é só um modelo de produção, é uma forma de se relacionar com o mundo e com as pessoas. Em seguida encenaram o funcionamento de uma agrofloresta desde o cultivo das mudas, acompanhamento a colheita de diversas culturas, até alcançar a floresta. “Sem elas [árvores] nós não somos mais nada”, finalizou Patrícia Vaz, uma das fundadoras do Mutirão.
Ao fim de mais uma celebração teve a música lema do grupo: “só sai agrofloresta quando houver mutirão e muita festa”. E não é a primeira vez que festejam no Plante Rio. O mutirão celebrou seus 20 anos na primeira edição do evento, em 2016, quando plantaram uma pequena agrofloresta em plena praça dos arcos da lapa, antigo aqueduto da cidade, fazendo voltar a circular água e vida no espaço. Sempre com muita festa e muito mutirão.
REDAÇÃO PLANTE RIO:
Matéria de Tainá Junqueira
Fotos de Tainá Junqueira
Supervisão de Clara Lugão e Maria Clara Paiva