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Feira do Plante Rio reúne iniciativas que valorizam o território, a ancestralidade e a floresta em pé
Feira integra a programação comemorativa dos 10 anos do Plante Rio e mostra como gerar oportunidades de renda com sustentabilidade
Ao longo do dia 19, das 10h às 20h30, o público do Plante Rio circulou pela feira do evento, que reunia barracas de livros, artesanato e agroecologia. Cada banca representava uma iniciativa diferente e valorizava a produção local, dialogando com o tema do “É tempo de mutirão” do evento.
Entre as iniciativas, o Plantas do Quintal trabalha com jardinagem orgânica, compostagem e reaproveitamento de materiais. O projeto recebe doações de familiares, vizinhos e da comunidade localizada no Jacarepaguá, bairro da zona oeste do Rio, e transforma resíduos em mudas de plantas medicinais, PANCs e ornamentais. Para a representante do Plantas do Quintal, Núbia Corrêa, a compostagem se tornou também uma forma de promover a independência financeira, inspirando principalmente outras mulheres.
Já a NAVEZONA reúne um catálogo que aproxima poesia, literatura e diferentes áreas do conhecimento. A parceria entre a editora Dantes e a Navezona, selo dedicado à literatura apresenta títulos que dialogam com saberes indígenas, microbiologia, filosofia e medicina da floresta, além de livros de poesia de autores como Pedro Rocha e Pedro do Lago, os próprios representantes da barraca no Plante Rio.
Pacary Pataxó, educador e artesão do povo Pataxó, na Bahia, falou sobre sua relação com o evento. Parceiro do Plante Rio há muitos anos, compartilhou que está muito feliz de participar mais uma vez e poder falar sobre os povos originários. Para ele, a feira é mais do que um espaço para venda: é um lugar para a visibilidade e o compartilhamento da cultura indígena para quem vive dela. Na barraca que reunia artesanatos de diferentes povos como os Pataxó e Kamayurá, ele explicou que os trabalhos do povo Pataxó são feitos de sementes e os de outros povos, que estavam sendo vendidos na mesa, são feitos de miçangas, evidenciando a diferença entre a cultura do artesanato dos muitos povos indígenas.
As iniciativas citadas são apenas algumas das dezenas de bancas que ocuparam a feira do dia 19. Da compostagem à poesia, a feira do Plante Rio mostrou mais uma vez a diversidade de práticas, saberes e trocas em torno da terra.
REDAÇÃO PLANTE RIO:
Matéria de Letícia Santana e Luna Galera
Fotos de Luiz Franco
Supervisão de Clara Lugão e Maria Clara Paiva