MULTICULTURAL
Oficina do Bloco Bangalafumenga
Bangalafumenga retoma ensaios e oficina de bateria na Fundição Progresso em 2026
Tudo começou com um evento chamado Bangalafumenga.
Em 1998, no Planetário da Gávea, idealizado pelo poeta Chacal, o projeto promovia encontros entre novos compositores de samba e da música popular brasileira, além da turma da poesia e das artes em geral. Rodrigo Maranhão e Celso Alvim ficaram encarregados da parte musical e da batucada, que recebia convidados especiais em clima de celebração. A paixão pelo carnaval unia todos e, em fevereiro daquele ano, foi fundado o bloco Bangalafumenga.
No primeiro carnaval, o bloco desfilou da ponta do Leblon até o “Baixo Bebê”, sob forte chuva e por uma cidade ainda adormecida no espírito momesco. No ano seguinte, ainda com poucas pessoas, desfilou sobre a passarela do MAM, quase despercebido pelos carros que passavam.
A partir de 2001, a batucada migrou para a Cinelândia, sempre na terça-feira pré-carnaval, como parte do projeto Miscelânea no Cine Odeon, também idealizado por Chacal.
Em 2006, o “Banga” — como é carinhosamente chamado pelos íntimos — estreitou laços com o Império Serrano. Rodrigo Maranhão, que havia dado aulas de música na comunidade anos antes, trouxe para o bloco a experiência e as raízes da tradicional escola de Madureira. Nesse mesmo ano, o Banga atravessou a ponte e realizou uma temporada na antiga quadra da Porto da Pedra, chegando a reunir mais de quatro mil pessoas por noite em São Gonçalo.
Em 2009, o grupo lançou seu terceiro disco, Barraco Dourado (MP,B/Universal), que emplacou a música “Lourinha Bombril” na abertura da temporada de Malhação do ano seguinte. O disco também rendeu ao Banga o prêmio de Melhor Grupo de Pop/Rock no Prêmio da Música Brasileira.
Depois de verões sacudindo a Fundição Progresso, shows memoráveis no Palco Lapa para mais de 10 mil pessoas por edição durante cinco anos consecutivos e desfiles na Pacheco Leão a partir de 2006, o crescimento do público levou o bloco para a rua Jardim Botânico. Com a multidão cada vez maior, o Banga chegou, em 2012, ao Aterro do Flamengo, arrastando mais de cem mil foliões nos domingos de carnaval nos anos seguintes.
Nesse mesmo ano, o Banga desembarcou em São Paulo, levando sua oficina de percussão e ajudando a impulsionar o então nascente carnaval de rua da cidade. Assim como aconteceu no Rio, o Banga inspirou o surgimento de vários blocos na capital paulista — muitos fundados por alunos formados nas oficinas do grupo.
Em mais de duas décadas de história, o Bangalafumenga se destacou por seu repertório cuidadosamente escolhido, pela força de sua bateria — a Fulminante — e por sua identidade musical própria. Com 25 carnavais celebrados com alegria (que seriam 27, não fosse a pausa forçada da pandemia em 2021 e 2022), o Banga é referência nacional por seu cuidado artístico, sua poesia e sua poderosa batucada. É também um dos blocos que ajudaram a revitalizar a Lapa e o carnaval de rua no Rio e em São Paulo.
Durante o ano, o Banga segue fazendo a festa pelo Brasil e pelo mundo com o formato “Bloco-Show”: 12 músicos no palco levando a energia do carnaval para eventos e celebrações. Já dividiram palco com artistas como Fernanda Abreu, Zélia Duncan, Marcelo D2, Frejat, Seu Jorge, Paula Lima, Walter Alfaiate, Adriana Calcanhoto, Pedro Luís e a Parede, Serjão Loroza, Toni Garrido, Buchecha, Lucy Alves, Elza Soares, Milton Nascimento, Criolo, Moraes Moreira, David Moraes, Moska, Lenine, Roberta Sá, entre muitos outros.
O repertório atual mistura composições próprias e de novos compositores com clássicos da música brasileira, criando um set que levanta qualquer plateia — seja na rua ou nas festas fechadas.
E em 2026, o Banga continua sua história.
Retomamos nossos ensaios de bateria e também nossa oficina de iniciantes — voltando às nossas raízes e, mais uma vez, criando a nossa bateria dentro de casa.
Estamos animados como nunca, prontos para continuar escrevendo essa história linda que é também marca registrada da nossa identidade musical e do legado que construímos com tanta paixão.
No mais, segundo o dicionário, Bangalafumenga é um indivíduo sem importância, um “João Ninguém”. Na tradição do Rio Antigo, o termo nomeava as casas da região portuária que abrigavam os recém-libertos com sua batucada, num tempo em que tocar um violão na rua era caso de polícia. Hoje, com o Banga na área, a batucada está liberada, o surdo bate forte sem medo e a casa está de portas abertas pra quem quiser chegar. Divirta-se.
Informações gerais
Aula inaugural gratuita: 25 de maio de 2026 (aulão aberto)
Inscrições: pelo e-mail alineportoo@me.com
Período: de 01 de junho a 07 de fevereiro
Dias e horários:
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segundas-feiras
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oficina: 19h às 20h30
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ensaio: 21h às 22h30
Mensalidade:
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R$ 250,00 (pagos até o primeiro ensaio do mês)
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após essa data: R$ 280,00
Forma de pagamento: Pix, depósito bancário, cartão de débito e crédito
Primeira mensalidade: no ato da inscrição
Demais parcelas: nos primeiros ensaios do mês, até fevereiro
Público-alvo: maiores de 18 anos, com experiência anterior
Local: Fundição Progresso – Lapa, Rio de Janeiro
Contato e envio de comprovante (Pix): alineportoo@me.com